Pensamentos, Desabafos e Pretensões de um indivíduo que teve a honra e a desgraça de nascer em 1972, se perceber como gente em 1985, se achar adulto em 1992 e estar completamente feliz com sua familia em 2009
quarta-feira, 5 de março de 2014
Mil Trapaças (Análise de Trapaça)
Do que trata-se TRAPAÇA afinal? É um filme de gênero? é um filme de crime? de golpe? Seria ironia que é tudo isso e ao mesmo tempo nada mais do que um filme que finge ser bem intencionado? To exagerando? não quem exagerou dessa vez foi O Russel, que trouxe um caminhão de bons atores, com boa atuação, boa fotografia, mas com uma montagem descabida e tão perdida que restou ao pobre diretor parodiar Scorcese pra se manter nos eixos. Ele tentou dirigir cada cena como se fosse a última da carreira, o que supervalorizou os atores. Salvo Christian BAle que rapidinho entendeu a armadilha e se vestiu dignamente de uma personagem que queria fugir de tudo que estava vestindo. Foi guiando o tom dos outros atores quando contracenava, levantando a voz de forma elegante e movimentado-se com toda certeza do que se passava ao seu redor. O problema é que quando os outros estavam a mercê de seu momento-sem-Bale, a certeza parecia desmoronada. Aparentemente chupada de Donnie Darko, muita cena de camera lenta com trilha sonora delatando epoca, mas completamente fora de contexto, mesmo sendo excelente.
Alias tudo no filme é excelente demais. O que faz parecer grotesco e até pedante. E pior é que é divertido sim,
No fim é impossivel não ter a sensação depois de 2 horas de falcatrua e gosto amargo de que estavamos diante de uma orquestra de musicos excelentes fingindo ser canastrôes. Culpa do maestro.
ZOO DA TERCEIRA IDADE ( Análise de NEBRASKA )
Quem for ver NEBRASKA se identificará rapidamente com muitas coisas. Principalmente com o cotidiano do ser humano depois dos 70 anos. Criticas usam o eufemismo de "Retrato de um país que se direciona para a maturidade" o que significa : "Zoo da terceira idade" . Parece simplista mas é fato. O ser humano ocidental parece que luta a vida inteira pra ficar um velho feliz. E mal percebe que ele já é um velho feliz com menos rugas. Mas é preciso a desobediência social para perceber no final das contas que o sonho ainda é pilha do espírito. Alexander Payne já mostrou que veio pra contar histórias que aproximam a gente da nossa vizinhança , passa por nossa casa, mas não entre. Somos o autentico vouyeer segundo o professor Payne. É um convite a olhar pra janela e ver que a vida est´pa lá, invisível e desesperada por um acontecimento que a tire do tédio proporcionado por anos de história civil. O filme já declara-se um álbum de retratos quando a sua perfeita fotografia preto e branco destila nostalgia. As transições e a trilha cirúrgica que só acontece em passagens, flerta com as clássicas decupagens. Entretanto é o cinismo que é o grande triunfo do filme ( apesar de personagens magnéticos , como a feita pela indicada Jane Squidd quase uma Dercy Gonçalves Yanque) que ao chocar gerações e intenções mostra que grande parte americana ( e por que não do mundo) é feita de velhos com seus conceitos apegados ao resto de memória e rancores. Uma melo-comédia de insana ironia. Deliciosas verdades que estão mais pra janelas do que telas que parecem nos anteceder nossos próprios destinos e a possíveis aventuras que estaremos apegados no futuro.
segunda-feira, 3 de março de 2014
RESSACA DO OSCAR
Oscar beeem previsivel, que só deu a devida emoção mesmo se academia ia ou não premiar ELA, um filme que indiscutilmente conversa com a atualidade..que bom ele ganhou roteiro, o que permite a existencia cultural de filmes nesse estilo com o apoio economico...
vai ai os pontos conquistados pelos amigos que participaram do bolão :
Obrigado (desculpa a goleada) e até ano q vem :)
Luciano Justi - 20 pts
Pauluk - 24 pts
Peterson - 30 pts
Disconzi - 30 pts
Brida - 31 pts
Bruno Kohl- - 36 pts
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
APOSTAS OSCAR 2014
Saudações paladinos incansáveis da sétima arte!!!!!
Oscar chegando ( premiação dia 2 de março ) e o tradicional Bolão do Retina Viva , de volta para ver quem paga o mico dessa vez. Ano passado recorde de apostas, e esperamos mais corajosos apostadores para essa que promete ser uma disputa acirrada.
Por conta disso inventei ( sim eu, por que eu que mando mesmo) uma novidade nas apostas, O VOTO TORCIDA.
Todos os participantes tem direito a apostar um ganhador em cada categoria , que contará 2 pontos caso acerte, e cada participante terá direito a escolher 3 categorias para colocar um VOTO TORCIDA ( que contará 1 ponto caso acerte), que serve para aqueles casos em que a gente aposta num mas torce para o outro
Cada participante terá direito então de votar em 2 filmes ( aposta e torcida) apenas em 3 categorias aleatórias.
As apostas serão aceitas até dia 02 de março de 2014, 22 h, horario de Porto Belo ( que é onde eu moro)
USE a área de comentários para fazer seus chutes!
Para entender : lá vão os candidatos e MINHAS APOSTAS:
FILME
“Trapaça”
“12 Anos de Escravidão”
“Gravidade”
"Capitão Phillips"
“O Lobo de Wall Street”
“Philomena”
“Nebraska”
“Ela”
“Clube de Compras Dallas”
APOSTA : GRAVIDADE comentário: Arriscaaaado, mas não resisti , 12 anos de escravidão e Trapação levaram o globo de Ouro, mas é por conta da implicancia para com a Bulllock, e o roteiro não ter o peso (trocadilho) que merecia... mas a academia ja tem mais afinidade com a moça, e 12 anos é um filme que tem horas que pega bem mais pesado, e Trapaça apesar de divertido, cheira mesmo algo de desonesto...( outro trocadilho infame, sorry)
ATOR
Matthew McConaughey, “Clube de Compras Dallas”
Chiwetel Ejiofor, “12 Anos de Escravidão”
Bruce Dern, “Nebraska”
Christian Bale, “Trapaça”
Leonardo DiCaprio, “O Lobo de Wall Street”
APOSTA : Matthew McConaughey TORCIDA : Leonardo DiCaprio Comentário: Eu sempre torço pro DiCaprio, mas o cara teve azar mais uma vez de pegar um cara inspiradissimo em atuação, entretanto até chegar no Oscar a coisa pode virar porque a atuação é bem mais carismática do que a Mc Comauguey que é surpreendente por conta do sacrifício de ter emagrecido tanto. será decidido nos 44 do 2 tempo.
ATRIZ
Cate Blanchett, “Blue Jasmine”
Sandra Bullock, “Gravidade”
Judi Dench, “Philomena”
Meryl Streep, “Álbum de Família”
Amy Adams, “Trapaça”
APOSTA: Cate Blanchett comentário : Leia meu artigo sobre o filme Blue Jasmine e entenderá :)
ATOR COADJUVANTE
Jared Leto, “Clube de Compras Dallas”
Barkhad Abdi, “Capitão Phillips”
Michael Fassbender, “12 Anos de Escravidão”
Bradley Cooper, “Trapaça”
Jonah Hill, “O Lobo de Wall Street”
APOSTA: Jared Leto comentário : O cara surpreende sem perder nada com o protagonista Mc Counaughey inclusive inflaciona o filme com a atuação .
ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong'o, “12 Anos de Escravidão”
Jennifer Lawrence, “Trapaça”
June Squibb, “Nebraska”
Julia Roberts, “Álbum de Família”
Sally Hawkins, “Blue Jasmine”
APOSTA: Lupita Nyong'o comentário : Você chora junto com ela no filme... 2 cenas de arrebentar o coração se não levar é porque a Lawrence é queridinha da hora.
DIRETOR
David O. Russell, “Trapaça”
Alfonso Cuaron, “Gravidade”
Steve McQueen, “12 Anos de Escravidão”
Martin Scorsese, “O Lobo de Wall Street”
Alexander Payne, “Nebraska”
APOSTA: Alfonso Cuaron comentário: Um dos poucos diretores autorais que usa da câmera um narrador, e em GRAVIDADE surpreendeu com seu domínio , até mesmo os tubarões consagrados de filme de ficção científica.
ROTEIRO ORIGINAL
Spike Jonze, “Ela”
Eric Singer, David O. Russell, “Trapaça”
Bob Nelson, “Nebraska”
Woody Allen, “Blue Jasmine”
Craig Borten, “Clube de Compras Dallas”
APOSTA: Spike Jonze, “Ela” comentário: Uma verdadeira aula sobre a fragilidade humana e de todas suas infinitas psiquês, simples e original... nem o velho Woddy é capaz de tirar a estatueta do Jonze , apaixonado em mostrar a alma humana na telona.
ROTEIRO ADAPTADO
John Ridley, “12 Anos de Escravidão”
Terrence Winter, “O Lobo de Wall Street”
Steve Coogan, “Philomena”
Billy Ray, “Capitão Phillips”
Julie Delpy, Ethan Hawke, Richard Linklater, “Antes da Meia-Noite”
APOSTA: “12 Anos de Escravidão” TORCIDA : “Antes da Meia-Noite” comentário: : Gastando meu voto torcida, mas é impossivel não torcer pra final da trilogia do Linklater
FILME ESTRANGEIRO
“A Grande Beleza” (Itália)
“Alabama Monroe” (Bélgica)
“L’Image Manquante” (Camboja)
“A Caça” (Dinamarca)
“Omar” (Palestina)
APOSTA: “A Grande Beleza” (Itália)
ANIMAÇÃO
“Frozen – Uma Aventura Congelante”
“Vidas ao Vento”
"Ernest and Celestine"
“Meu Malvado Favorito 2”
“Os Croods”
APOSTA: “Frozen – Uma Aventura Congelante” TORCIDA : “Vidas ao Vento” comentário: : Sempre torcerei para Hayao Miyazaki na sua terceira indicação... samurai 8 dan
DOCUMENTÁRIO
“O Ato de Matar”
“A Um Passo do Estrelato”
“Cutie and the Boxer”
“Guerras Sujas”
“The Square ”
APOSTA: “O Ato de Matar” comentário: Mirei e atirei..rsrs
FOTOGRAFIA
"Gravidade”
“Inside Llewyn Davis”
“Os Suspeitos”
"Nebraska”
“O Grande Mestre”
APOSTA: "Gravidade” comentário : os do Coen é uma pintura , mas não chega
EDIÇÃO
“Gravidade”
“Trapaça”
“Clube de Compras Dallas”
“12 Anos de Escravidão”
"Capitão Phillips”
APOSTA: "Gravidade”
DIREÇÃO DE ARTE
“Trapaça”
“Gravidade”
“12 Anos de Escravidão”
“O Grande Gatsby”
“Ela”
APOSTA: “O Grande Gatsby”
FIGURINO
“Trapaça”
“O Grande Mestre”
“O Grande Gatsby”
“The Invisible Woman”
“12 Anos de Escravidão”
APOSTA: “O Grande Gatsby”
MAQUIAGEM
“Clube de Compras Dallas”
“Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha”
“O Cavaleiro Solitário”
APOSTA: “Clube de Compras Dallas"
MIXAGEM DE SOM
“Gravidade”
“O Grande Herói”
“Inside Llewyn Davis”
“O Hobbit: A Desolação de Smaug”
“Capitão Phillips”
APOSTA: "Gravidade”
EDIÇÃO DE SOM
“Até o Fim”
“Gravidade”
“Capitão Phillips”
“O Hobbit: A Desolação de Smaug”
“O Grande Herói”
APOSTA: “Até o Fim”
EFEITOS VISUAIS
“Gravidade”
“O Hobbit: A Desolação de Smaug”
“Homem de Ferro 3”
“O Cavaleiro Solitário”
“Além da Escuridão: Star Trek”
APOSTA: "Gravidade” comentário : Barbada
TRILHA SONORA
“A Menina que Roubava Livros”
“Gravidade”
“Ela”
“Philomena”
“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”
APOSTA: "Gravidade”
CANÇÃO ORIGINAL
“Alone Yet Not Alone” – Bruce Broghton (“Alone Yet Not Alone”)
““Let it Go” – Kirsten Anderson-Lopes (“Frozen: Uma Aventura Congelante” )
“The Moon Song” – Karen O. (“Ela”)
“Ordinary Love” – U2 (“Mandela”)
APOSTA : “Let it Go”
Agora é com vocês !!!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
CARA e COROA (Análise de LA GRANDE BELEZZA de PAolo Sorrentino
Antes de ler a resenha abaixo pegue uma moeda e tire cara ou coroa , leia a que der e não leia a outra .
COROA
Há tempos o cinema italiano não nos dá uma obra com a magnitude de Felini e Antonioni. A própria Italia sabe disso e sempre se sentiu refém dessa marca. Roberto Benigni conseguiu um certo estrelato com o bom A Vida é Bela, que no fundo é a Lista de Schindler filmado por Charles Chaplin, não vejo nada de italiano nisso. Não posso deixar de mencionar Cinema Paradiso que trouxe uma sensibilidade absurda desde que pudesse ser falado sobre o cinema em si, por que as produções posteriores do Tornatore nunca receberam o mesmo status.
Finalmente um tal de Paolo Sorrentino chutou o gato morto. Se é nostalgia italiana que o mundo quer então vai lá. Com isso saiu A GRANDE BELEZA, título e filme que poderia muito bem estar no repertório de Felini, com um pequeno detalhe: Felini não está ali.
Entretanto o mundo que compete o tempo todo com a nostalgia com até certo ar de necrofilia, aprovou o cover, como alguém que tivesse acertado uma receita de bolo da sua vó, e o filme tá levando prêmios aos rodos.
Tais homenagens poderiam mostrar uma forma de respeito aos grandes artistas da sétima arte, mas sinceramente vejo com certa preocupação. A impressão é que a sétima arte tem sido tratada nos bancos das academias cinematográficas como somente uma curadoria do passado, como formas simplesmente de ser avalizada por fantasmas. Será que nada genialmente novo pode ocupar o espaço do presente? Ou simplesmente o que nos resta é uma revisitação-colagem de tudo que já existe?
Por tudo isso, o filme torna-se incrivelmente magnético e divertido...não é incrível?
Feito um prato italiano delicioso ,exótico e temperado de forma que se espera é que o anfitrião de tal ceia possa oferecer mais um prato, dessa vez sem vergonha de se lambuzar.
CARA
Onírico e plastico , é muito bom ver como ainda os Italianos se revisitam em seu próprio cinema, principalmente ao tratar um tema pesado ,como o vazio que vem se aproximando ao avançar da Idade, e como a impressão de não se viver o presente como se deve , você acaba sempre na expectativa do futuro, sob uma ótica coletiva de um grande sonho onde todos estão numa roda de terapia.
Se tratássemos de um filme inglês, provavelmente estaríamos vendo um filme decupado dentro de um sanatório ou numa sala de jantar onde roupa suja seria lavada 70% da película... mas como se trata de um filme que homenageia Felini e Antonioni, você vai ver personagens originais e bizarros que poderiam ser seu vizinhos e diálogos apaixonados nas ações, bem como sequencias onde o diretor Paolo Sorrentino quer que a câmera esteja quase viva , cúmplice sob sua decupagem.
A GRANDE BELEZA do titulo já vem com a ironia de quanto a humanidade é viciada sensorialmente, intimidando que nunca estaremos contente com a beleza que nos cerca e sim com algo que nos surpreenda os sentidos: que toda melancolia vem quando a arte se diminui a nossos significados. Discussão essa que de tempos em tempos somos atribulados , mas torna-se o mistério devidamente sem-solução, numa deliciosa utopia que faz-se com uma edição que propositalmente se remete aos artifícios de cinema moderno (gruas nos convidando a ver de perto as pessoas e suas vidas no instante que acontecem)
Por tudo isso, o filme tornas-e incrivelmente magnético e divertido...não é incrível?
Feito um prato italiano delicioso ,exótico e temperado de forma que se espera é que o anfitrião de tal ceia possa oferecer mais um prato, dessa vez sem vergonha de se lambuzar.
sábado, 25 de janeiro de 2014
O POÇO SEM FUNDO DA ALMA ( Análise do filme HER de Spike Jonze)
Spike Jonze construiu sua carreria sob uma época da necessidade de filmes menos óbvios no mercado. Associado ao roteirista símbolo Charlie Kaufmann essa época surgiram Quero Ser John Malcovich e Adaptação .Dois filmes essenciais na carreira de qualquer um que tenha amor ao cinema. Quando Jonze procurou um caminho que fugisse a sombra do Kaupfmann, Jonze inicialmente não obteve o mesmo brilhio, adaptando um conto infanto-adulto ( De Onde vem os Monstros) .
Entretanto o pulo do gato vem com a ousadia de escrever o seu próprio roteiro, sob uma ótica urgente: a solidão frente a tecnologia. HER é o filme que lhe rendeu a notoriadade de pensador de sua geração, e engajado no talvez maior problema social cultural causado pela revolução digital.
A de que a humanidade esta pronta a se entregar a segura relação com um aplicativo, as duvidas e estranhezas e mistério da alma humana.
O protagonista de HER , vestido por Joaquin Phoenix primoroso conversa com o estonteante programa vivido pela voz de Scarlett Yohanssen ( na melhor de suas atuações , mesmo que só tenha usado a voz no filme inteiro, mas em nenhuma só frase ela deixou de passar uma humanidade estética ) traz a tona a assustadora mensagem de que não estamos preparados a viver conosco, e que o inferno e céu da vida é um viver compartilhado.
O filme tem um eco com Natureza Selvagem do Sean Pean , que traz o mesmo tema na interrelação natureza-homem, mas enquanto um mostra o dano físico outro mostra o dano emocional de entregar-se a uma relação individual com as sensorial periférico. Um pelo contato , outro pela simbologia. Começando o filme a mostrar o talento do protagonista em ser terceirizador de cartas escritas a mão.
O filme é basicamente um armazém de ironias, que acabam descambando a óbvia e mais piegas das soluções. Seremos abandonados a nossa reles humanidade, e só ela é capaz de dar a esperança da saciedade , desse poço sem fundo chamado alma.
Torcemos que Jonze , sobre a boa surpresa de roteirizar praticamente uma tese humana moderna, possa ter bala na agulha pra manter a aura filosofo-cinéfila.
LEITE MOÇA E VINAGRE ( Análise do filme Blue Jasmine)
Uma fala editada como um filme de Lars Von Trier... uma descontinuidade cirúrgica e uma atuação monstruosa. Um dos melhores filmes de Woddy Allen. É pouco ? foi o que deu de perceber com BLUE JASMINE.
Impiedosamente citado como filme de Ator, o filme dá asensação que esse baixinho tem um poder de escrita clássica-moderna como poucos....um dos maiores gênios vivos. Tá certo que a atuação da Cate Blanchett é uma das mais nobres dos últimos tempos. MAs a tortura social que o diretor imprime a personagem é de uma magnânima classe que a gente chega a ter pena de uma dondoca que em qualquer outro filme falso-moralista , teriamos a vontade de vê-la na sargeta.
Allen sutilmente nos coloca dentro do mundo de uma mulher que adotada por um universo de privilégios é jogada para o submundo de sua irmã menos privilegiada socialmente, pra mostrar dois mundos de um mesmo país que não se conversam , mal tem sequer uma intersecção.
Como misturar leite moça e vinagre, cada diálogo pode ser constrangedor na pele da pobreza ou da riqueza... explorando sem pirotecnia a dor e a delicia de cada um ser o que cultivou durante a vida inteira.
Quando as duas irmãs tentam uma permitir o mundo da outra ( cena esta que se dá numa festa onde "todo mundo está lá" ) as duas metem os pés pelas mãos posteriormente acordando que nunca deveriam ter saido do seu quadradinho. Por mais miserável que parecesse sua situação.
No final , ainda na moralidade do recado de quem tem nada a perder é sempre mais feliz, Woddy ainda pede um olhar complacente para aquele que experimentou o éden e cai como numa tragédia grega a loucura da ilusão de quem só quis sobreviver no unico mundo que soube viver a vida inteira.
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